ELEMENTAIS DA NATUREZA
No início dos tempos da civilização, a humanidade teve oportunidade de permanecer muito tempo em contato com a natureza e suas forças e estavam bem a par do relacionamento místico do homem com os "espíritos" da natureza. Essas presenças faziam parte da vida cotidiana e eram percebidas nos bosques, no fogo, na água, no ar, na terra e nas mãos curadoras de nossas avós. Muitas comunidades indígenas, ainda conservam a crença nestes seres espirituais que habitam os distintos elementos da Natureza. Sua perspectiva é tão atual, que hoje a chamamos de "ECOLOGIA", uma ciência que tenta explicar ao mundo os motivos pelos quais devemos respeitar a Mãe Natureza, pedindo também a nossa colaboração para protegermos tudo e todos que aqui vivem.
A magia é uma ciência milenar que é muito mais do que retirar coelhos de uma cartola, mas investiga as Fadas como "seres elementais" e cataloga-as como "elementais do Ar". Menciona Gnomos e Duendes como "elementais da Terra"; as Sereias e as Ondinas como "elementais da Água"; as Salamandras como espíritos que habitam o fogo e nos transmitem mensagens através das chamas das velas. A magia diferencia ainda, os anjos dos outros espíritos naturais, explicando que os últimos, pertencem ao reino celestiais.
Os investigadores do Mundo das Fadas, são hoje conhecidos como parapsicólogos, que comprovam através de experimentos sua existência e ação. Sabe-se ainda, que as fadas são difíceis de serem descritas, pois suas aparições são muito rápidas, como um ligeiro resplendor. Como são seres da natureza, gostam de fixar residência em bosques ou curso de rios, mas há fadas nas cidades, em parques, em jardins e podem chegar até dentro de nossas casas se soubermos chamá-las adequadamente.
Mas quem realmente crê nas Fadas? Além de mim, é claro!, poucas são as pessoas que têm a capacidade deste "pensar mágico". Não os culpo, pois nossos próprios filhos hoje, já não têm mais tanto contato com a Natureza como antigamente. É quase impossível arrancá-los do computador ou do vídeo-game, falo por experiência própria. Já os adultos, preocupados com o vai-e-vem do dólar e com as angústias do dia a dia, adormeceram suas mentes para perceber ou apreciar este tipo de energia tão sútil.
Mas o homem já foi um sujeito curioso, que um dia olhou para as estrelas e imaginou que podia tocá-las. Invadidos pelo "pensar mágico", criou telescópios para olhar mais de perto e desenhou mapas. Depois, desejou viajar pelo espaço, para ficar mais pertinho de Deus. Construiu, para tanto, foguetes e acabou alacançando a Lua. Todos estes avanços comprovam que qualquer coisa antes de existir na esfera física, deve primeiro ser criada em nosso pensamento mágico. É O MÁGICO PENSAR QUE CRIA A REALIDADE!
Proponho a todos alguns momentos de "pensar mágico". Vamos então, pedindo respeitosa permissão, navegar pelo Mundo Mágico dos Elementais da Natureza!
ELEMENTAIS DA NATUREZA:
Elemental significa “Espírito Divino”. El = senhor; mental = vibração mental superior. Estes são os espíritos da natureza. Deus, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução e estes três Reinos são: Elemental, Angelical e Humano.
Os Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementos da Natureza.
Devemos a Paracelsus, Theophrastus Bombastus Von Hohenheim, químico e médico, nascido na Suíça em 1493, a criação da denominação classificatória dos elementais. De acordo com Paracelsus o Povo das Fadas conhecidos das lendas eram uma espécie de seres astrais que não poderia ser classificada propriamente de "espíritos" por posssuírem corpos constituídos da quintessência a parte mais sutil de cada um dos elementos da Natureza chamada de éter.
1. OS ELEMENTAIS DA TERRA: Constituído de Duendes, Gnomos e Trolls.
2. OS ELEMENTAIS DA ÁGUA: Onde encontramos as Ninfas, Nereidas e os Duendes da Água.
3. OS ELEMENTAIS DA FOGO: As Salamandras
4. OS ELEMENTAIS DO AR: Constituído por Sílfides e Elfos
ANÕES E GNOMOS
Os anões e os gnomos são os donos da terra, do solo e do subsolo e seu aspecto muitas vezes repulsivo não é mais do que o reflexo da matéria bruta e primária de que são hóspedes e guardiões. Podem até serem qualificados de feios, mas são muito sábios.
Por sua etimologia, a palavra "gnomo" significa "o que sabe" e também "o que vive no interior da terra". Na Alemanha, a palavra "gnomem" foi tomada da França no século XIII. Entretanto, desde o século XI os montanheses balconeses evitavam as cavernas exploradas pelos gnomos. Esse pequeno povo que habitava as moradas subterrâneas, assegurava a germinação das plantas, escavavam galerias em busca de minerais, vigiavam o crescimento das pedras preciosas e guardavam os tesouros enterrados. São tradicionalmente excelentes ferreiros, admiráveis fabricantes de jóias e artesãos de espadas tão fortes e rápidas que torna invencível quem as usa.
Nas lendas do folclore popular, são os anões e os gnomos que guiam e protegem os mineiros, os exploradores subterrâneos e metalúrgicos. São associados as divindades da forja e dos Infernos como o deus grego Hefesto, que forjou o raio de Zeus.
Gnomos e anões vivem no coração da matéria mais densa, mais pesada e sua missão consiste em organizar a matéria bruta, refiná-la, limpá-la e unificá-la antes de sua saída para a terra.
Seja qual for sua origem, real ou sobrenatural, elemental ou demoníaca, os anões e os gnomos existem, com nomes diferentes, em todos os países e todas as culturas, inclusive no Brasil. Na França chamam-se de "gobelins", na Escócia de "browales", na Irlanda de "cluricaunes", na Suécia de "taitters ou tomtes", na Islândia "trolls", na Noruega e na Dinamarca de "pruccas ou pwcca", no País de Gales de "klabbers, dauniessies, hobgoblis", na Espanha de "grasgos ou trasgos", na Suiça de "servants' e na Alemanha de "nis-kobolds".
Anões e gnomos são divindades minúsculas da forja e da mina, portanto, seres da noite e das cavernas.
LENDA DOS GNOMOS E ANÕES
Na origem do mundo, segundo as lendas nórdicas reunidas em a "Edda", quando os deuses, os "Ases", desmembraram o corpo do grande gigante Ymir para fazer com ele o céu, a terra, as nuvens, os bosques e os oceanos, quatro anões foram dispostos nos quatro cantos do firmamento para sustentar a cúpula celeste durante todo o tempo que durar o universo.
O anões, assim como os elfos, tiveram origem nos vermes formigantes do cadáver em decomposição de Ymir e a maioria deles foi morar nas profundezas da terra, em Niflheim, a Morada dos Mortos e também em Svartalfaheim, o reino dos elfos negros que haviam abdicado da luz do sol e jamais abandonariam suas tenebrosas moradas subterrâneas. Esses anões originais eram ferreiros dos deuses, que possuíam a habilidade de fabricar ferramentas mágicas e armas invencíveis.
Para alcançar a sombria morada dos anões era necessário passar por cima de Bifrost, a ponte do arco-íris que unia Niflheim, o Reino dos Anões, Midgard, a terra, o "Reino Médio", e Asgard, o céu, a Cidadela Divina. Raro eram os que se aventuravam por este ponte multicolorida, cuja cor vermelha correspondia a barreira intransponível de um fogo ardente, que evitava que os gigantes das montanhas chegassem ao céu. Somente Loki, o deus do fogo, era um hóspede freqüente desse pequeno povo. Entretanto, Loki era astuto e pérfido e constantemente punha os deuses nas maiores dificuldades, tanto que era chamado de o "caluniador dos Ases".
Com a giganta Angrboda "a que anuncia a desgraça", Loki teve três filhos: um lobo monstro chamado Fenrir, a serpente Midgard, que vive no mar que rodeia a terra e Hel, a guardiã da morada dos mortos situada em Niflheim. Os deuses Ases, a princípio, acolheram o lobo em sua casa e o alimentaram. Entretanto, o lobo cresceu tanto em força e tamanho e umas profecias anunciavam que um dia devoraria o mundo com seus dentes de ferro. Por isso, os deuses decidiram amarrá-lo a fim de reduzir sua capacidade de destruição. Confeccionaram uma forte atadura, que se rompeu logo que o lobo foi envolvida nela. Então foi forjada uma segunda, que novamente não foi suficiente para imobilizar Fenrir. Os Ases começaram a se desesperar, pois não achavam possível dominar o lobo, cujo vigor só aumentava. Tiveram então a sábia idéia de recorrer aos anões, cuja a arte e habilidade associada a magia os tornavam insuperáveis. Eles, que sempre sofriam depreciação por causa de sua pequena estatura e feio aspecto, trataram de agradar os deuses e forjaram uma atadura mágica que chamaram de Gleipnir. Dizia-se que a Gleipnir foi criada com a utilização de seis ingredientes: o ruído do passo dos gatos, a barba das mulheres, as raízes das montanhas, os tendões dos ossos, o alento do peixe e a saliva dos pássaros. Esses ingredientes eram tão raros e impalpáveis como poderosos, pois sabemos que as mulheres não têm barba, o passo do gato não provoca ruído e não há raízes debaixo das montanhas.
A atadura mágica era lisa e flexível como uma cinta de seda, mas com uma solidez a toda prova e conseguiu prender o imenso e raivoso lobo Fenrir.
A lenda dos gnomos foi introduzida na Europa no princípio do século XVI por autores como Pico de la Mirándola, Marsilio Ficino, Paracelso, Jerônimo Cardam e Reuchlin.
DESAPARECIMENTO DOS ANÕES E GNOMOS
Todos os relatos consagrados aos anões e os gnomos recordam seu desaparecimento progressivo ao longo dos séculos. O poeta alemão Heinrich Heine contava a história desse exílio, tal como havia lido em uma compilação de lendas tradicionais:
"No condado de Hohenstein, entre Walkenried e Neuhof possuíam um de seus reinos. Um dia, um habitante desse país, notou que haviam roubado sua plantação sem que pudesse descobrir o autor do tal roubo. Acabou por escutar o conselho de uma "mulher sábia". No crepúsculo, o camponês foi passear ao longo de seu campo, golpeando as plantas com uma varinha comprida. No primeiro golpe, viu ele logo adiante vários anões; a vara havia feito cair os gorros que os tornavam invisíveis. Os anões assustados, acabaram confessando que foi seu povo que teria despojado o campo, mas que haviam praticado tal ato em vista da total miséria em que se encontravam.
A notícia da captura dos anões desatou rumores em toda a comarca. O pequeno povo enviou representantes e ofereceu um resgate pelos irmãos que haviam sido presos pelos humanos. Uma vez realizada a troca, os anões prometeram abandonar a região para sempre. Entretanto, quando se tratou de organizar a partida, deu-se lugar para longas discussões. Os camponeses não que os anões partissem com seus tesouros, mas por outro lado, os anões não queriam ser vistos. Acabaram por entender-se. Acordou-se que os emigrantes passariam por uma ponte estreita, perto de Neuhof, e cada um jogaria, em um tonel destinado para tal fim, uma determinada parte de sua fortuna, sem que nenhum camponês tivesse direito de se aproximar do lugar. E, acordo feito, acordo cumprido. Entretanto, alguns curiosos se esconderam debaixo da ponte. Durante longas horas ouviram as pisadas dos homenzinhos. Parecia que um interminável rebanho de ovelhas passava por suas cabeças."
E foi assim, que o Pequeno Povo foi expulso daquela região, que com sua partida, perdeu o encanto, que sem a presença benévola dos anões, tornou-se para sempre apagada e sem vida.
Na Europa, os anões e os gnomos são uma etnia muito antiga que está em vias de extinção. Já aqui no Brasil, com seu vasto território de florestas e campos, é o habitat perfeito para viverem e se multiplicarem. Nosso povo ainda tem pouco conhecimento de sua presença e quando se tornam visíveis, são na maioria das vezes confundidos com extraterrestres.
Nossa civilização atual é um parte culpada pela perda quase total do contato com esse Povo Pequeno, pois nos tornamos demasiadamente racionais e cremos tão somente na ciência que nos levou a desacreditar nesses personagens da natureza. Infelizmente, o homem moderno perdeu o sentido do mistério e o gosto pela magia. De tanto querer explicá-lo e controlá-lo, nos deixou aleijados de nossa própria infância.
Os nomes e os rostos do Povo Pequeno, sempre foi para o homem de grande ajuda para dar nome aos seus medos e identificar seus sentimentos. Ao temer a dança das fadas, ao invocar a ajuda dos gnomos e anões, recorrer a proteção dos duendes e elfos, o homem não fazia outra coisa do que projetar no exterior de si mesmo os sentimentos que o asfixiava.
Os contos e lendas dos anões e gnomos são os últimos vestígios da Idade do Ouro, aquele tempo mítico que os homens compreendiam a linguagem dos pássaros e as portas do Mundo das Fadas estavam completamente abertas.
Entretanto, se ainda quisermos não morrer asfixiados nesse mundo de desencantos, devemos aprender a nos reconciliar com a parte de nós mesmos que há muitos séculos deram origem ao mundo das fadas. Somos e sempre seremos criaturas sonhadoras e portanto, tão imaginários quanto os gnomos, duendes ou os anões. Somos todos feitos de uma mesma "massa" que cresce graças ao fermento do espírito e da levedura da imaginação.
Deixe-se sonhar, pois sonhar é preciso!
DUENDES
Os duendes habitam nossas casas e são conhecidos por suas travessuras e falta de seriedade, fazendo muito barulho a noite e causando transtornos ao nosso sono. Esses seres estão associados aos gnomos e são considerados emissários e operários etérios do fluxo de energia vital. Eles podem viajar através das dimensões o que lhes permite aparecer e desaparecer.
Segundo a crença popular, o pequeno tamanho que apresentam quando tornam-se visíveis aos olhos humanos, é unicamente uma aparência que os duendes podem adquirir voluntariamente.
Esses pequenos seres possuem grande apreço pela música, pelo canto e bailes.
Igual aos gnomos, os duendes são elementais da terra, cujas vibrações são tão próximas da terra física que influenciam as estruturas minerais, exercendo poder sobre as pedras, a flora e a fauna.
É o reino mineral que dá sustentação ao reino vegetal e tem ligação com todos os outros reinos, pois é o constituinte químico de todos os compostos físicos e espirituais que compõe a terra em todas as suas realidades. Conseqüentemente, os duendes e os gnomos são muito importantes, pois possuem o poder e a capacidade de direcionar energias a planos abrangentes e dinâmicos.
O contato com um duende é bem interessante, mas devemos nos preparar para recepções divertidas ou desagradáveis, de acordo com a nossa egregore interna. Eles podem nos ajudar muito no aprendizado com plantas e ervas.
Os duendes possuem hábitos noturnos e geralmente têm uma atitude benévola com os seres humanos, para os quais realizam pequenos trabalhos domésticos se forem devidamente respeitados e alimentados.
A maioria deles moram nos bosques ou campos, no interior de alguma árvore ou no subsolo da terra.
Cada país tem suas próprias peculiares tradições no que se refere aos duendes. No Brasil, o duende mais popular é o Saci-Pererê, um assombroso negrinho de uma perna só, cuja responsabilidade é evitar a depredação da natureza e a matança desordenada dos animais. Cooperam com ele, o curupira, o caapora, entre outros, todos com o mesmo propósito. O nosso Saci, como qualquer duende, pode ser vingativo e cruel para todo aquele que desobedecer suas leis.
Os duendes podem viver vários séculos, ultrapassando 500 anos, mas não são imortais.
COMUNICANDO-SE COM DUENDES E GNOMOS
Em primeiro lugar, quero deixar claro, que são nossos bloqueios mentais que nos leva a pensar que para manter contato com os seres da natureza, precisamos de um grau de altíssimo desenvolvimento espiritual, ou que precisamos estar livres, isentos de falhas ou conflito pessoais ou de termos o dom da clarividência. Com exceção de alguns (como os silfos), as portas da comunicação com os espíritos elementais (Devas), estão abertas a todos que sentem amor pela Natureza. Entretanto, sempre é bom obedecer-se alguns passos para que o contato se estabeleça com sucesso:
1. Ter um interesse verdadeiro no trabalho com os espíritos da Natureza, de um ponto de vista que supere a satisfação do "ego".
2. Abordar a Natureza com um sentimento de admiração, curiosidade e respeito.
3. Estar aberto às possibilidades em termos energéticos, psicológicos, mentais e espirituais que a comunicação com os Espíritos da Natureza podem trazer.
4. Cultivar uma consciência e sensibilidade com relação ao mundo natural que nos permitam "entrar em sintonia" com as energias dévicas de todos os reinos da Natureza, animais, vegetais, minerais e dos outros elementos: água, ar, fogo, terra.
A ligação com o Reino Dévico ajuda-nos a encontrar o nosso própria lugar no mundo natural com o objetivo de ajudar e proteger o meio ambiente e de favorecer a evolução humana. A nossa verdadeira compreensão dos problemas da Vida Natural, cria uma forte ligação com a Mãe Terra (Gaia), ajudando os elementais em seu serviço criativo para renovar e assegurar a sobrevivência dos homens.
Duendes, Gnomos e Fadas, não são frutos de nossa imaginação, pois hoje já é possível inclusive fotografá-los, entretanto, todos os relatos e crônicas, nos fazem perceber que eles estão desaparecendo progressivamente ao longo dos séculos. Isso porque, nossa civilização perdeu o respeito e o afeto por esse Povo Pequeno.
Os Gnomos e os Duendes, foram descritos, pela primeira vez, como Elementais da Terra, por ParaCelso (1493-1531). A palavra "Gnomo", tem sua origem na grega "genomos", que pode traduzir-se como "da terra". Já a palavra "duende" é uma abreviação de "dono da casa".
Os quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água) que constituem o universo, já estavam presentes muito antes do homem ser criado e o pensamento gnóstico e cabalístico reconhecem sua grande importância. Para os rosa-cruzes, os espíritos elementais da natureza possuem vida própria e independente que, apesar de serem compostos por matéria astral e etérica, evoluem no plano físico através dos reinos mineral, vegetal, animal e humano, de acordo com a família que pertençam (duendes, gnomos, fadas).
Os seres elementais são quase invisíveis para a visão do homem, pois apresentam um corpo sutil, sempre composto com as mais puras partículas do elemento que habitam. Possuem sempre um espírito coletivo, formando uma "alma grupal". Quando morrem, desprendem-se do elemento coletivo. Portanto, carecem de uma alma imortal, assunto que preocupou os teólogos de toda Europa dos séculos XVI e XVII.
A alma mortal dos elementais deve-se ao castigo infligido por Deus, em conseqüência de tomarem partido na rebelião dos Anjos. De acordo com a tradição cabalística, eles foram condenados à "Terra do Nada", que fica a meio caminho entre os homens e os anjos, entre a "Terra e os Céus", confinados a uma "alma coletiva". Mas Deus, em sua infinita misericórdia, apiedou-se e lhes concedeu a possibilidade de unirem-se com um deva astral, que constitui um degrau de evolução imediatamente superior, ou o de casarem-se com um humano. Dessa maneira, poderiam obter uma alma individualizada e imortal.
De posse dessa informação, fica fácil entender porque duendes, gnomos e fadas, buscam desesperadamente um contato carnal com os seres humanos, oferecendo um amor apaixonado e bens materiais.
Para concluir, os seres elementais constituem o lado "Vivo" da Natureza, que estimula o crescimento, proporciona o colorido das flores, despontando nos recantos mais belos, brincando no salto das águas e nas ondas, dançando ao vento ou à luz da Lua, eles constituem uma ordem de evolução que transcorre paralelamente e combinada à nossa própria evolução.
DUENDE GUARDIÃO
Não só os Anjos se preocupam com o nosso bem-estar, mas também os duendes e gnomos. O Duende Doméstico, nome dado àqueles duendes que habitam o interior de uma casa junto a uma família, que ele mesmo escolhe, é um dos encarregados de tão gloriosa façanha. Muito embora sejam um tanto travessos, os duendes domésticos possuem a função de ajudar os humanos em sua vida cotidiana.
Os Gnomos, mais sábios e mais velhos, comandam os duendes e são extremamente fiéis às famílias com quem convivem, considerando-as como parentes.
Em qualquer lugar do mundo, onde os corações sejam puros, são comuns os testemunhos da existência desse " Povo Pequeno". É a tradição popular, com sua doutrina secreta que preenche, uma vez mais, as lacunas e, de fragmentos dispersos, forma uma teoria inteligível.
São os espíritos da Natureza, os duendes, os gnomos que nos indicam o caminho a seguir. A humanidade só conquistará a Natureza quando obedecer às suas leis fundamentais e aprender a respeitar e acreditar nos seres elementais. E, muito embora, o espírito cético da atualidade questione a validez de semelhante evidência, os espíritos arejados continuarão essa fascinante busca, tão rica de promessas para o bem do planeta.
Para todo aquele que acredita, como eu, nos espíritos da Natureza, não existe "matéria-morta" em lugar algum, sendo assim, toda a rocha palpita com vida, toda pedra possui a sua respectiva consciência, por mais minúscula que ela seja. Até as árvores pulsam ao contato de pequenos agentes, cujos corpos magnetizados atuam como a matriz a partir da qual se tornam possíveis os milagres do crescimento e da coloração. Quando entendemos e partilhamos da exuberância vital da Natureza, os seres elementais transformam-se em verdadeiros e amistosos colaboradores e, em sua companhia, podemos compreender algo da missão que nos cabe. Na medida em que deixamos de ignorar as atividades dos espíritos da Natureza e reconhecemos sua dependência parcial em relação à mente humana e a surpreendente resposta que daí advém quando se faz esse reconhecimento, muitos dos nossos problemas e dificuldades serão resolvidos e a vida será muito mais bela do que qualquer coisa que já tenhamos conbido.
GNOMOS,DUENDES E SIGNOS
ÁRIES (de 21 de março a 19 de abril)
Áries é um signo muito ativo, energético, entusiasta e é regido pelo gnomo "HARUMH" que assessora o duende "VERNY".
As pessoas nascidas sob signo de Áries são guerreiras, decididas, que sempre olham para o futuro. Possuem também um caráter colérico, emotivo, ansioso e extrovertido, que se traduz na constante necessidade de ação e pela impaciência, aspectos que são compensados por uma atitude moralista face à vida, às vezes exclusivista, intransigente ou, em certas ocasiões, até sectária.
Psicologicamente, Áries é o signo da ação. Entusiasmo cego, falta de perspicácia, precipitação, que levam a crises de desânimo, porém é nessas horas que deve pedir ao gnomo HARUMH para estar contigo, pois é ele que ajudará no aprendizado do controle da impulsividade e da impaciência. Já o duende VERNY, é mestre na arte de encontrar saídas positivas e criativas a tua agressividade natural.
É importante para a evolução espiritual dos arianos aprender a pensar nos demais e deixar de ter atitudes tão arrogantes, intolerantes e desagradáveis em sua vida.
Para invocar o gnomo HARUMH e o duende VERNY, acenda uma vela da cor violeta e queime um incenso de limpeza.
TOURO (de 20 de abril a 20 de maio)
Touro é o signo da tranqüilidade, dos pés assentados na terra e é regido pelo gnomo "ZOCOSS" e pelo duende "JEFYTE".
As pessoas do signo de touro nasceram para criar raízes, manter costumes e tradições. De fato, não suportam mudanças. Aspiram a viver em condições confortáveis e estão sempre procurando uma segurança material que lhes permitam viver com toda a tranqüilidade. Como ZOCOSS é o gnomo administrador do dinheiro, sua ajuda será muito valiosa para que todo o taurino seja bem sucedido nessas questões. Já o duende JEFYTE deve ser invocado quando se procura um novo trabalho.
Para invocar o gnomo ZOCOSS e o duende JEFTE, acenda uma vela amarela, chame-os pelo nome e depois enterre 3 moedas douradas.
GÊMEOS (de 21 de maio a 21 de junho)
Gêmeos é o signo do poder de adaptação às circunstâncias mais variadas, da inteligência flexível e viva, da comunicação, da eloqüência e da sociabilidade, que é regido pelo gnomo "GIAFAR" e o duende "CLION".
Entretanto, os nascidos sob signo de gêmeos, possuem temperamento melancólico, nervoso e emotivo. Despreocupação e frivolidade que engendram muitas vezes um comportamento irresponsável. Possuem também, a tendência para jogar com a sua vida muito mais do que vivê-la, tudo para não levar nada a sério e permanecer um eterno adolescente. Identificam-se com os outros por mimetismo, por jogo ou com a esperança de descobrir sua verdadeira identidade. Mais do que qualquer outro signo, Gêmeos precisa do olhar dos outros para saber quem é.
O gnomo GIAFAR é o guardião amigo que lhe estenderá a mão no momento em que for invocado. Juntamente com o duende CLION lhe ajudarão a aprender a dominar a impaciência, a ansiedade e o nervosismo que as vezes não permitem que se concretize adequadamente seus planos.
Para contatá-los lhes ofereça pedaços de pão de centeio com mel, que podem ser colocados em um pequeno prato e depositado em qualquer cantinho escuro da casa. Acenda, em seguida, uma vela verde e chame-os pelo nome.
CÂNCER (22 de junho a 22 de julho)
Câncer é o signo do sonho, da sensibilidade, da ternura, da doçura, da imaginação e da memória tenaz que fixa e idealiza as recordações, acontecimentos e sentimentos ocorridos no passado para se proteger contra as incertezas do futuro.
Esse signo é regido pelo gnomo "PAN" associado ao duende "YARK".
Psicologicamente, os nascidos à luz desse signo, permanecem à nível do período da infância, carnal e sensitiva, aspirando sempre a reencontrar ou a preservar. Para os cancerianos, o amor é um conto de fadas, com príncipe e princesa encantada, mas também existe muitos monstros ameaçadores que devem ser enfrentados.
O gnomo PAN será um grande auxiliar quando importantes decisões na vida referem muita meditação e calma. Será o duende YARK que entrará em ação para a calma se estabelecer, podendo-se assim, alcançar o pleno entendimento.
Para invocá-los acenda uma vela marrom e deixe uma oferenda de pão molhado no leite em qualquer jardim florido.
LEÃO (23 de julho a 22 de agosto)
Leão é o signo da ambição por excelência, do feliz e radiante domínio das circunstâncias, das aparências, da necessidade de admiração, da aspiração à supremacia, características que podem dar lugar ao orgulho e à tirania.
Esse signo é regido pelo gnomo "RASCHIB" associado ao duende "EDOSS". O leonino é muito autoconfiante, justamente por ter como guardiões esses dois seres elementais. RASCHIG é o gnomo que trabalha aumentando a auto-estima e realizando a limpeza do campo aúrico. Em seguida, o duende EDOSS complementa esse trabalho banhando a aura com seus raios de arco-íris.
Sempre que precisar uma dose extra desse tratamento que conduz à total harmonia, invoque-os acendendo uma vela de mel que deve ser colocada em cima de um desenho ou imagem de um arco-íris. Depois que a vela se apagar, queime a figura de papel do arco-íris e jogue suas cinzas em um jardim.
VIRGEM (23 de agosto a 22 de setembro)
Virgem é o signo da ordem, da organização, da precisão, do espírito de serviço, da preservação dos bens adquiridos, da modéstia ou da humildade, que conduzem às vezes a pessoa nascida sob esse signo a sub-valorizar-se ou sub-valorizar os demais. Possue ainda, um temperamento interiorizado, com uma forte tendência de se fechar dentro de si mesmo.
Esse signo é regido pelo gnomo "MOBARAK" associado ao duende "OLDH".
Como os nascidos sob à luz desse signo almejam alcançar a perfeição, sempre haverá um desgaste físico e energético muito importante. Arrastados por seus sentimentos, os nativos desse signo podem inclusive perder a razão. Portanto, será necessário periodicamente, invocar seus espíritos guardiões para auxiliá-los. O gnomo MOBARAK será de muita utilidade, principalmente quando o problema é com a saúde. Seu associado, o duende OLDH, deve ser invocado quando o comprometimento é na região abdominal.
LIBRA (23 de setembro a 22 de outubro)
Libra é o signo da justiça, da procura de equilíbrio, da harmonia, características que podem levar a pessoa nascida sob esse signo a responsabilizar-se por compromissos excessivos.
Esse signo é regido pelo gnomo "JENNY" associado ao duende "PYLOO".
Psicologicamente, esse signo corresponde à tomada de consciência da independência e das opções que essa implica. A partir daí, é como se o nativo desse signo tivesse de se preparar para transformar-se em um ser independente, preservando ao mesmo tempo suas experiências. JENNY será um grande auxiliar para caminhar ao seu lado nessa jornada, pois ele trará equilíbrio no que se refere à relacionamentos amorosos. PYLONN, por sua vez transmutará todas as energias negativas para positivas com seus raios violetas. Para invocá-lo basta acender uma vela da cor violeta e deixar ao lado um pratinho com um pouco de mel.
ESCORPIÃO (23 de outubro a 21 de novembro)
Escorpião é o signo da paixão, dos impulsos, dos instintos, das forças psíquicas às vezes exaltadas, características que fazem do nascido sob esse signo uma pessoa idealista, extremista, indomável, às vezes excessivamente empírica, destrutiva ou auto-destrutiva.
Esse signo é regido pelo gnomo "HARUKO" associado ao duende "SMARK".
Os nativos de escorpião possuem um temperamento impulsivo, agressivo, instintivo, apresentando um gosto acentuado pelos mistérios, segredos, enigmas para resolver, estudos e análises profundas. Gosta de dominar intelectualmente e quando ama, aspira possuir o corpo e a alma do outro. Para os nascidos à luz desse signo não há meias medidas, e portanto, podem atrair para si muitos inimigos e muitas energias negativas. HARUKO e SMARK podem ser grandes auxiliares, pois eles zelam pela proteção da pessoa que os invoca, encerrando-a em uma bolha dourada e não permitindo que nenhuma energia negativa a atinja. Para invocá-los acenda uma vela dourada e chame-os pelo nome.
SAGITÁRIO (de 22 de novembro a 21 de dezembro)
Sagitário é o signo da aventura, dos jogos da vida e da sorte, da expansão natural, da alegria de viver, que às vezes fazem do nascido sob esse signo uma pessoa que se deixa enganar, por ela mesma ou pelos outros, inconsciente ou pouco realista.
Esse signo é regido pelo gnomo "OTBAT" associado ao duende "BASY".
Os nativos de Sagitário são viajantes que aspiram a ampliar seus horizontes, sociais, geográficos e espirituais. Como são grandes jogadores, encontrarão no gnomo OTBAT toda a orientação necessária no que se refere ao tema de dinheiro. Já o duende BASY lhe dará toda a ajuda nos jogos e em tudo que se refere a azar. Para invocá-los acenda uma vela verde, chame-os e ofereça pedaçinhos de pão de centeio com mel. Depois enterre 3 moedas douradas no jardim ou em um vaso bem florido.
CAPRICÓRNIO (22 de dezembro a 19 de janeiro)
Capricórnio é o signo da vontade ambiciosa, tenaz, lúcida, concentrada num objetivo único; do sangue-frio, do espírito lógico, racional e friamente calculista, características que fazem da pessoa nascida sob esse signo um ser distante, insensível e hermético.
Esse signo é regido pelo gnomo "MAGREBIN" associado ao duende "VIKRAN".
Psicologicamente, esse signo corresponde à tomada de consciência da independência do "EU", revelada pela faculdade de discernimento. Essa faculdade empurra o nativo desse signo a isolar-se para poder explorar todos os seus recursos interiores. MAGREBIN é o gnomo que com seus sete raios de poder revigora e dá entusiasmo para encarar a vida, para todos nascidos à luz desse signo. O duende VIKRAN complementa esse trabalho afugentando todo o mal. Para invocá-los, na noite de Natal ofereça-lhes uma taça de vinho, mel e avelãs.
AQUÁRIO (de 20 de janeiro a 18 de fevereiro)
Aquário é o signo da liberdade individual, mas também das preocupações sociais e humanitárias, da solidariedade, da cooperação, das idéias originais, que fazem do nascido sob esse signo uma pessoa rebelde a qualquer disciplina, instável ou excêntrica.
Esse signo é regido pelo gnomo "IGOR" associado ao duende "RIMON".
Os nativos desse signo possuem ausência total de ambição e, portanto, encontrarão no gnomo IGOR um guardião da prosperidade e da harmonia. Outro grande aliado também será o duende RIMON, que do mesmo modo que todo o sagitariano, gosta de movimento e muitas brincadeiras, o que torna o ambiente a sua volta leve e alegre. Para invocá-los plante 3 sementes de girassol, juntamente com três moedas douradas em um vaso de barro ou no jardim.
PEIXES (de 19 de fevereiro a 20 de março)
Peixes é o signo da receptividade psíquica, da intensa sensibilidade emocional, anda em busca de fusão, de entrega, do amor absoluto, romântico, místico ou religioso, que fazem da pessoa nascida sob esse signo um ser idealista e irracional.
Esse signo é regido pelo gnomo "ELIO" associado ao duende "WULL".
O nativo de peixes é idealista e inspirado, mas tem a tendência de alimentar angústias irracionais, de refugiar-se no auto-engano e de fugir do contato ou do enfretamento. ELIO será o gnomo que irá auxiliar que ajudará os nativos desse signo a superar as grandes desilusões, dando-lhes todas as condições para saírem dessas depressões. WULL também será de grande valia, pois ajudará no aumento da auto-estima. Para invocá-los pegue uma casca de noz e coloque ali três grãos de milho, três trevos de três folhas e um cristal. Enterre esse tesouro e ofereça-o para WULL e ELIO.
2006, ANO DOS GNOMOS
2006 é um ano em que os gnomos estarão mais ativos e mais próximos de todos nós, portanto é uma boa oportunidade para você adquirir o seu.
Existe uma lenda que diz que para cada imagem ou boneco de um gnomo que tenhas em casa, surgirão 7 gnomos reais. Para mantê-los bem entretidos, coloque-os no jardim, ou se for apartamento, decore o espaço com plantas, uma mini-fonte com algumas moedas douradas. Os gnomos adoram mel, açúcar, pão, leite e vinho para se alimentarem. Já a espécie feminina adora tudo que brilha como espelhos, glitter, pedrinhas. Não custa fazer um agrado, pois com certeza serás bem recompensado posteriormente.
Se quiseres pedir-lhes um favor, fale suavemente sobre teus desejos e ofereça-lhes uma moeda para cada pedido e verás que eles te ajudarão.
Desfrute-os, convoque-os e peça proteção, pois os gnomos, neste ano, abandonaram os bosques para trazer aos homens a mensagem de paz e esperança da nossa Mãe Natureza e só poderão escutá-los todo aquele que possui coração nobre...
ORAÇÃO PARA CONVOCAR OS GNOMOS
"Oh, Lugh, duende mágico,
por intermédio de todos os poderes mágicos da natureza,
converte nossas poderes arcas
em transbordantes caldeirões da prosperidade.
Toque-me com a tua vara da abundância
e me revele teus segredos mais secretos".
Essa é uma possível invocação, mas você pode fazer a sua, convocando o duende mais indicado para resolver o seu problema. Se tiver uma estátua de gnomo em seu jardim, escreva em um papel branco, que deve ser dobrado em três, a graça que estás necessitando e ao término de sete dias queime-o para liberar o pedido. Atire as cinzas na água e não agradeça antecipadamente a atenção.
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Em todas as épocas, os homens sempre acreditaram em forças, poderes e seres ocultos. Ao contemplarem o azul celeste, viram deuses e os descreveram. Ao olharem o mar e mergulharem em suas águas, encontraram um estranho habitante coberto de escamas. A curiosidade entretanto, levou-os a pesquisar mais a fundo e descobriram então, um mundo de corais, arrecifes, seres com variadas formas, inclusive com dorso humano e rabo de peixe. E, por último, os olhos humanos voltaram-se para a terra, aventurando-se nos bosques, nas montanhas, nos lagos e nos rios. Ali sussurravam um universo de presenças invisíveis. Eram eles: fadas, ninfas, gnomos, elfos, gigantes e anões.
Foi então, que os homens, fascinados com a existência destas criaturinhas, foram em busca de um maior conhecimento de toda esta gama de magníficos seres.
É na península escandinava (formada pela Finlândia, Noruega e Suécia), que encontramos as mais belas descrições dos Elfos, considerados membros de uma antiga cultura, amantes da música, da dança e das artes. Dominam também, os segredos da natureza e de ervas mágicas, conhecem os astros, viajam sobre os raios do sol, podem atravessar qualquer elemento, entretanto, preferem a cercania das águas.
Os Elfos só se popularizaram a partir das descrições e imagem do filme "O Senhor dos Anéis", mas eles já faziam parte de mitos e lendas de muitas outras culturas.
Estes seres são uma raça ancestral, que quando as tribos humanas primitivas se dedicavam a lutar entre elas, eles já navegavam pelos oceanos e traçavam cartas estelares.
Ao negar a crença em fadas e elfos, o homem moderno também renega sua própria infância aqui na terra. Será que o ideal racionalista e materialista do século atual tem razão contra os vários milênios de crenças? Em nome de que razão estreitamente cartesiana haveria de se negar a presença de entidades intermediárias que asseguram a relação entre o homem, a natureza e o divino?
A resposta não está só na Igreja com seus dogmas monoteístas, que muito fizeram, é bem verdade, para demonizar os representantes do Pequeno Povo, mas também no homem que, para industrializar a sociedade teve primeiro que negar os espíritos guardiãs da natureza. Hoje colhemos os frutos dessa decisão: contaminação do ar e das águas, superaquecimento do planeta que estão provocando furacões e catástrofes ecológicas, epidemias, etc. Se o homem temesse a vingança das ondinas e das sereias, se atreveria a encher de detritos e nitratos os rios e os oceanos? Contaminaria a atmosfera com as chaminés das fábricas?
Muito embora o homem não creia nos elementais da natureza, isso não impede que esses elementos façam a natureza enlouquecer. Não seriam a multiplicação dos tremores de terra uma advertência dos gnomos? O nascimento de inúmeros furacões, um grito de alerta dos silfos? Os tsunamis, agora tão devastadores, uma reação das ondinas e das nereidas? E os incêndios florestais da atualidade, uma condenação das salamandras?
O homem atual, tão sábio e poderoso, poderá agora encontrar solução para esses problemas que ele mesmo criou? Para quem não crê em magia, mas só na ciência e em seu convencimento político, vai ser bem difícil conter a fúria da natureza, pois os devas da natureza não são previsíveis e muito menos corruptíveis, não se vendem, nem aceitam receber "mensalões", estão pouco ligando para o poder ou para riqueza material. Os elementais só nos ajudarão se também forem ajudados, se tivermos como meta, assim como eles, a preservação da vida.
MITOLOGIA NÓRDICA
É a "Edda de Snorri", que nos relata que o mundo nasceu do choque de uma matéria quente com uma fria em um espaço mágico conhecido pelo nome de Ginnungagap. Os primeiros seres que habitavam este mundo eram os gigantes dos céus e o mais velho deles era o Ymir. Do suor condensado de Ymir, nasceu Bruni, que será o pai de Borr, que por sua vez, se casará com Bestla, filha de outro gigante. Os três primeiros filhos do casal, serão os primeiros Ases: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu sangue o mar e os lagos, com seus ossos as montanhas, com seus dentes as rochas, com seus cabelos as árvores. Com a parte côncava do crânio criaram o céu, com o seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo e com as faíscas que provinham da terra quente, criaram-se os astros.
Com a testa de Ymir, os deuses formaram a Midgard (Terra Média), destinada a tornar-se a morada do homem. No centro desta terra fizeram muralhas com os cílios de Ymir. Para si, os Ases criaram outra fortaleza, o Asgard.
Por decisão dos deuses, dos vermes que surgiram do corpo em decomposição de Ymir, nasceram os elfos. Alguns desses elfos eram claros, criaturas muito boas e belas, também conhecidos por "elfinas", habitavam o ar. Já outros, eram escuros, justamente por serem malignos, passaram a habitar as regiões subterrâneas da terra, longe da luz do sol.
Os elfos claros ou de luz, vivem nos grandes bosques, vestem roupas verde para camuflar-se entre as folhas das árvores, motivo pelo qual nunca conseguimos vê-los. Seus olhos são claros, sempre da cor azul ou verde e seus cabelos são quase brancos. Suas orelhas são pontiagudas como as dos duendes.
Esses elfos adoram celebrar grandes banquetes e suas festas são animadas com alegres músicas. Eles preferem passar breves momentos felizes do que longos períodos tristes. Vivem o agora, desfrutando da melhor maneira possível cada momento que passa.
Os elfos escuros são considerados malvados e perigosos. Se divertem causando dano aos seres humanos. Muitas das enfermidades e defeitos físicos dos homens da Antigüidade, eram atribuídos aos elfos escuros.
ASPECTO FÍSICO
Os elfos possuem mãos e pés grandes em comparação ao resto de seu corpo. Suas pernas são extremamente finas e apresentam orelhas e narizes pontiagudos. Suas bocas também são muito largas. Já sua pele é geralmente rugosa, mas sua cor vai variar segundo a tribo que pertence. Eles são de uma natureza intermediária entre o homem e o anjo, apresentam espírito inteligente e curioso, corpo fluídico e são mais visíveis no crepúsculo.
Os elfos da tradição escandinava e celta medem cerca de 25 a 30cm. Entretanto, não são todos iguais, pois alguns são conhecidos como elfos de luz e outros como elfos escuros. Os elfos luminosos possuem o corpo transparente e, como tais, podem atravessar qualquer corpo sólido. Inclusive podem demorar-se sobre o fogo, sem que esse chegue a afetá-los. Os elfos, portanto, podem viver no interior de qualquer lugar, mas preferem construir suas casas, muito ocultas e saindo somente a noite para evitar de serem vistos.
Os elfos escuros são em maior número que os luminosos e habitam o interior dos troncos das árvores, em cujas imediações adoram viver. Mas como também são amantes da música, podem ser vistos nas correntes dos rios, no mar e nos saltos das cascatas, que possuem seu próprio ritmo. Dos sensuais lábios dos elfos, desprendem-se doces canções, que encantam os ouvidos de qualquer mortal.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL
A organização élfica varia dependendo de cada povoação que estão dispersas pelo mundo inteiro e vão desde pequenos assentamentos até grandes cidades. A estrutura social de cada povoado dependerá de diversas opções, normalmente são governados por um conselho de sábios, feiticeiros e militares ou algum regente. Os elfos possuem uma variedade de ocupações que vão de guerreiros a agricultores e até construtores. Destacam-se ainda pelo grande conhecimento sobre artes.
Todas as cidades élficas são dotadas de grande beleza, pois são seres muito habilidosos em todas as tarefas que empreendem. Seus gostos são refletidos em suas obras e suas casas. Se interessam pela beleza da natureza, pela dança, pelo canto e pelo jogo. Não fazem amigos com facilidade, pois são muito reservados. Procuram manter-se afastados dos humanos.
Os elfos são temidos por outras raças, pois são excelentes guerreiros e caçadores. Acreditam que qualquer forasteiro é um inimigo em potencial, que poderá roubá-los e enganá-los. Entretanto, os ataques dos elfos contra inimigos, raramente são sangrentos.
Exatamente igual as fadas, os elfos desempenham um papel no equilíbrio, na saúde e no crescimento das plantas. Enquanto os gnomos cuidam da semente subterrânea, as fadas do broto da planta fora do solo, os elfos cuidam de que o sol a toque e do mecanismo da fotossíntese.
Os elfos recebem os nomes de: "nis" na Alemanha, "nis-god-drange" na Dinamarca e Noruega, "tylwithes" na Inglaterra, "duende" na Espanha, "esprit follet" na França. Na Escócia se distinguem os "dun-elfen" (elfos das dunas), os "berg-elfen" (elfos das colinas), os "munt-elfen" (elfos das montanhas), os "wudu-elfen" (elfos dos bosques) e os "woeter-elfen" (elfos das águas). Na Irlanda são conhecidos com o nome de "Daoine Side", os "habitantes das colinas das fadas", pois esses espíritos ocupam, se diz, magníficos palácios subterrâneos dissimulados nos interior dos verdes montes das pradarias irlandesas.
Com o passar dos séculos, o povo dos elfos e dos homens se afastaram progressivamente um do outro, evolucionando em universos separados e paralelos que só se encontram excepcionalmente. Espera-se que um dia, os elfos saiam de seus esconderijos subterrâneos e estabeleçam uma nova aliança com os homens, no seio de uma natureza reencantada.
AS ILHAS FEÉRICAS
Não há mapa que nos conduza até as ilhas e regiões féericas. Os meios de chegarem até elas não é dado a todo mundo e a viagem de regresso não sempre está assegurada.
Nos relatos da Idade Média há muitos relatos sobre o mundo das fadas e dos elfos. Esses reinos se denominam ilhas Encantadas, ilhas Bem-aventuradas, ou ilhas Afortunadas. Frente à costa de Bristol, em Somerset, se encontra, ao que parece, uma ilha feérica, chamada de "Terra Verde do Encantamento", que é invisível ao olho humano. E, ainda acredita-se que exista várias ilhas invisíveis frente a costa galesa.
Mas, há ilhas reais que também são ilhas feéricas, como é o caso da ilha de Man, antiga morada do Deus Manannam Mac Fir, cujas freqüentes brumas são fruto de um encantamento. Essa ilha alberga numeroso contingente de fadas e elfos, assim como espíritos terríveis, os "sangres", que têm por costume de deslocar suas moradas subterrâneas na noite da festa de São Martim, em 11 de novembro. Se aconselha a não passear só nessa noite.
É nessa ilha, onde a Wicca, organização oficial das bruxas do século XX, elegeu em 1951, uma "Rainha das Bruxas", Monique Wilson. Essa fundou um museu de bruxaria em Castletown e propagou durante toda a sua vida a prática do naturalismo, fundamento de um contato harmonioso entre o ser humano e a natureza.
Entretanto, a ilha feérica mais conhecida é a de Avalon, um paraíso acessível unicamente a seres do Reino das Fadas e aos valentes cavaleiros que, por sua pureza e seu amor, se tornam dignos de ser admitidos nela. O lendário rei Artur, a quem o poeta Lydgate do século XV descreve com um "rei coroado no país das fadas", foi levado mortalmente ferido para que o assistissem quatro rainhas fadas.
Dessa ilha veio o povo élfico de Tuatha De Dannan, ou seja, a "tribo de Dana". Esse povo foi expulso da ilha pelos Firbolgs e foram para a Irlanda, onde reinaram por longo tempo, até que novos invasores da raça humana, os expulsaram da superfície da terra e os condenaram a invisibilidade, como resultado da batalha de Tailtenn. Os nobres elfos edificaram suas novas moradas embaixo das colinas e nos lagos da Irlanda a fim de perpetuar sua espécie longe dos humanos.
Os elfos também são chamados de "Daoine Sidhes", o povo das colinas. "Sidhe" quer dizer "colina" em gaélico.
Evans Wentz, nos indicou: "Dois povos que co-habitam hoje na Irlanda: um povo visível, ao qual chamamos de celtas, e um povo invisível, que chamamos de elfos. Existem relações constantes entre esses dois povos, inclusive hoje em dia; pois os videntes irlandeses dizem que podem perceber os belos e majestosos Sidhes, e segundo eles o povo dos Sidhes é diferente do nosso, igualmente vivo e sem dúvida mais poderoso".
COMUNICANDO-SE COM OS ELFOS
Os elfos não são seres que possam ser subjugados para se obter algo, pois sua natureza é bem diversa dos outros elementais. Eles são muito independentes e jamais alimentarão desejos humanos torpes e egoístas. Para entrar em contato com os elfos, deve-se dirigir a lugares onde costumam habitar: bosques, dólmenes, templos abandonados, rios, lagos, lugares que não costumam ser visitados pelos seres humanos. Ao se chegar ao local, deve-se sentar-se no solo ou em uma pedra e chamá-los com amabilidade. Se for possível, deve-se recitar algum poema, realizar um rito ou cantar uma canção élfica. Pode-se também levar alguns presentes como doces, cervejas, etc. Não peça nada, apenas desfrute da mágica companhia dos elfos. Se conseguir despertar atenção, já será uma grande vitória.
Quando não residem em suas ilhas encantadas, os elfos vivem embaixo da terra, especialmente na Irlanda, Escócia, a ilha de Man e o País de Gales. Parece que em certas épocas do ano, e em determinadas circunstâncias, é possível ver os "sidhes" e entrar em contato com eles.
Em função das fases da lua, as moradas ocultas dos elfos de Highlands surgem da terra e permanecem sustentadas na cúspide de colunas. Então é possível distinguir as silhuetas de seus habitantes e perceber o som de sua voz e da sua música.
Para se ver a entrada das casas dos sidhes, é recomendável realizar nove vezes a volta na colina e na noite de lua cheia. Então a porta de sua morada se abrirá. Senão, é possível colocar a orelha no solo. Se estiver dotado de boa audição, poderá perceber os ecos das diversões que animam ao Povo Pequeno.
As "Colinas Ocas" servem de residência para os elfos, de esconderijo para os tesouros dos anões, de cemitério das fadas, e também de campos santos. Tem-se notícia de que o rei Artur, assim como o rei Sil, costuma cavalgar sobre seu cavalo, vestindo uma armadura de ouro, na colina de Silbury, em Wiltshire. Há uma lenda parecida que envolve uma colina em Bryn, perto de Mold, Clyd Flint, onde também foi visto um cavaleiro que vestia uma armadura de ouro.
O povo comenta que as casas dos elfos são muito grandes e belas, embora invisíveis para os olhos ordinários, mas como em outras ilhas encantadas, possuem luzes de abeto, lâmpadas que ardem sem interrupção e fogos que não têm nenhum combustível que os mantenha acesos.
Entretanto, os elfos da colina não gostam de ser molestados e não permitem serem vistos por simples humanos. Os observadores devem ter paciência e serem discretos. Se conseguirem ganhar a amizade e a cumplicidade do povo invisível, tudo irá bem. Dormir no alto da montanha enquanto os elfos celebram suas festividades era um meio muito bom de obter um passaporte para o seu país.
A CORTE DOS ELFOS
Giraldus Cambrensis, autor galês do século XII, descreve os elfos como um pequeno povo de cabelos claros, belos rostos e porte digno, que vivem em uma região escura em que não há sol, nem lua, nem estrelas. Falam pouco e sua maneira de expressar-se é através de um sibilo claro. As mulheres fiam habilmente, tecem e bordam.
Os Sidhes da "tribo de Dana" possuem em sua corte magníficos palácios subterrâneos sepultados embaixo das colinas da Irlanda. Dagda, o soberano supremo dos Thuatha De Dannan", vivia no mais belo deles, o palácio de "Brug na Boinne", no qual se dizia conter três árvores que davam frutos em todas as estações, um copo cheio de um néctar delicioso, um caldeirão mágico e dois porcos, um vivo e outro assado a ponto de ser comido a qualquer hora do dia e da noite. Nesse palácio nada envelhecia ou morria. Imortais e eternamente jovens, os Thuatha De Dannan não conheciam a doença e a velhice.
Se diz que os mortais que têm acesso aos seus palácios encantados, podiam saborear a plenitude do eterno presente e da primavera permanente. Assim foi o que aconteceu com o célebre herói irlandês Finn e seus seis companheiros quando foram atraídos para um dos palácios secretos por uma fad que havia se metamorfoseado em cervo quando eles estavam caçando. Nesse palácio viviam belas ninfas e seus apaixonados. Se tocava uma música maravilhosa, havia abundante comida e bebida, e os móveis eram feitos de cristal. As vezes, esses palácios estavam dissimulados no fundo dos lagos; quando a água estava clara e pura, podia-se ver na superfície os reflexos das torres das belas construções submarinas.
A MÚSICA DOS ELFOS
Os maravilhosos palácios dos elfos servem de morada para poetas e músicos extraordinários. O próprio São Patrício que cristianizou a Irlanda declarando uma verdadeira guerra contra os sidhes, escutava maravilhado a música dos elfos. Um dia, sentado em um monte, em companhia do rei de Ulidia e alguns nobres, viu aproximar-se um homem vestido com um manto verde com pregas presas a uma fivela de prata e uma camisa de seda amarela, carregando uma espécie de harpa.
-"De onde vens?" - lhe perguntou o rei.
-"Do palácio subterrâneo de Bodhb Derg, do sul da Irlanda".
-"E quem tu és?"
-" Meu nome é Cascorach, filho de Cainchinn, e eu sou como meu pai, bardo da corte dos Tuatha De Dannan".
De imediato pegou sua harpa e dela saiu sons tão belos que tanto o rei como toda a sua corte caíram em um sono mágico. Ao despertar, São Patrício confessou ter apreciado muito o concerto da Cascorach:
-"Era uma música verdadeiramente bela, por desgraça infestada com alguns sortilégio feérico, fora isso, nenhuma música me parece mais próxima da harmonia celestial."
Essa música encantada dos elfos era tão famosa na Irlanda que mais de um humano tentou ser admitido na corte dos Tuatha De Dannan, só para poder receber educação musical. Ao que parece, os melhores violinistas e gaiteiros da Irlanda obtiveram seu saber entre os elfos.
O povo conta a história de um violinista medíocre que tinha o costume de ir até às sombras das colinas encantadas, só para aprender melodias novas. Quando regressava ao povoado, retirava de seu violino uns tons endiabrados que faziam dançar as moças e os moços durante noites inteiras. Inspirado pelas fadas e os elfos, esse músico tornou-se uma grande celebridade, porém não tardou a ficar deprimido e desejar morrer. A música dos elfos é belíssima, mas melancólica e desperta naqueles que a escutam uma nostalgia tão profunda que acabam perdendo o gosto pela vida normal.
Os elfos e as fadas tocam vários instrumentos musicais: o violino, a harpa, o pandeiro, o címbalo e a guimbarda (harpa de boca). Acredita-se que toda a música acompanhada de canções teve sua origem no mundo feérico.
GNOMOS E DUENDES E PARA QUE INVOCÁ-LOS
Do mesmo modo que os homens possuem nome, os gnomos e duendes também os têm. A diferença é que para os últimos, o nome possui especial relação com a matéria da qual se ocupam e graças a essa, podem conceder determinados desejos. Sempre haverá um gnomo ou duende que se encarregará da saúde, outro do dinheiro ou amor, e assim por diante...
Quando necessitar da ajuda desse "Povo Pequeno", sempre chame-o pelo nome, peça o que deseja e como agradecimento lhe ofereça pastéis de mel, pão de centeio, leite, nata e cerveja (preta ou branca).
Mas não esqueça que para contatá-los é preciso acreditar que eles existam. Depois, ache um local tranqüilo, preferencialmente em meio a natureza. Deve então sentar-se confortavelmente ou deitar-se e entrar em sintonia com a vibração do ambiente. Feche os olhos, respire lentamente, tentando entrar bem devagar na mesma freqüência da natureza.
Comece assimilando os cheiros, o sons do vento acariciando as árvores, sinta o calor aconchegante do sol... Relaxe por uns 5 minutos e em seguida chame mentalmente os queridos amigos para conquistar sua amizade e fazer seus pedidos.
NOME DOS DUENDES E GNOMOS
BASY: É o duende do dinheiro, que nos ajuda nos jogos de azar e nos protege da justiça. Se tuas preferências são jogos ou possui questões na justiça, ele te protegerá de inimigos e dívidas.
BERGFOLK: É um duende doméstico escandinavo de diminuto tamanho. Possui um comprido nariz e pode tornar-se invisível, ou por vontade própria, adotar a forma de um animal ou objeto. É de grande ajuda com as tarefas domésticas.Em toda a casa que existe um Bergfolk há muita alegria, ordem e boas energias.
BERGMALLEN: É um duende que habita nas montanhas Suíças. Possui uma estatura muito diminuta e é invisível para o olho humano. É um perito em ervas medicinais e gosta de dançar à luz da lua. Com um Bergmallen morando em seu lar, seguramente ele será muito alegre. O duende também ajudará a tomarmos boas decisões e a encontrar um bom terapeuta.
BOGGART: É um duende inglês doméstico. É muito travesso e aficionado em assustar as famílias movendo objetos da casa. Gosta de apresentar-se na forma de animais. Possui a virtude de conceder desejos.
BROWNIE: Esse é o nome de um dos duendes domésticos mais clássicos das ilhas Britânicas. Recebe diversos apelidos segundo a região ou local onde habita. Possui o aspecto que um homenzinho muito pequeno, é muito peludo, apresentando pele escura, rosto enrugado, por vezes, não apresentam nariz e não possuem os dedos separados. Somente o polegar separa-se dos outros quatro dedos que estão unidos em um só. Ele é muito serviçal e gosta de brincar com os cachorros. Adora comer pequenos pedaços de pão de centeio e beber cerveja preta. O Brownie possui a virtude de atrair boas energias e converter uma situação desfavorável em favorável.
BUSGOSU: É um duende dos bosques asturianos, aparentado do clássico e mitológico fauno. Seu rosto, tronco e mãos são de aparência humana, mas da cintura para baixo é similar a uma cabra. É um ser inofensivo que possui propriedades protetoras para o bosque e ajuda todo aquele que se perde nele, indicando-lhes a saída. Ele é a personificação da bondade. Com um Busgosu ao seu lado não terá medo de seguir em frente, pois ele sempre lhe indicará o melhor dos caminhos.
CLION: Esse duende nos outorga muita força e nos protege com seu círculo magnético que nos energiza.
DRAGAMM: É o duende que se dedica à proteção e cuidado dos minerais e metais preciosos. Possui a virtude de atrair bens e valores materiais, esse dentro de seu estado natural. Com Dragamm conseguirás bens materiais e alcançará uma boa posição social.
EDOSS: É o duende que nos ajuda a trabalharmos a falta de confiança de nós mesmos, como também, os sentimentos de inveja e ciúmes que obscurecem nossa aura. O descrédito pessoal pode levar-nos à desejos destrutivos. Edoss com seus raios de arco-íris nos traz harmonia e segurança.
ELIO: É um gnomo que nos ajuda a melhorar a auto-estima, nos transbordando de forças e energias, necessárias para sairmos de depressões ou superarmos grandes desilusões.
EUNSECH: É um duende muito poderoso, que tem por atributo afastar pessoas maliciosas de nossas vidas. Possui uma grande força interior e uma paciência infinita, ajudando-nos nos momentos mais difíceis. Com Eunsech sempre obterás muita paz.
GINN: É um duende árabe que se alimenta de fumo. É muito útil aos homens, ensinando-lhes ciência e medicina ou inspirando-lhes poesia. Com Ginn encontrarás inspiração e criatividade.
GORGO: Desde que São Patrício o curou, Gorgo dedicou sua existência para nos libertar do mal. Ele nos ajuda nas tarefas de purificação e libertação. Gorgo te ajudará a libertar-te de toda a negatividade.
HERSHEY: É o duende que cura nossas dolências físicas, espirituais e psíquicas, atuando com o poder ancestral da Deusa Danann. Com Hershey sentirás bem-estar físico e mental que permitirá desenvolver tudo que desejas.
IGOR: É um gnomo da abundância muito poderoso e ao iniciar um Novo Ano, é interessante chamá-lo para nos trazer prosperidade e harmonia.
JEFTE: É o duende que deve ser invocado para acomodar situações de trabalho e dinheiro.
JENNY é o gnomo do amor e dos apaixonados, mas que detesta mentiras e enganos. Só o chame quando houver problemas de índole amorosa ou de desunião, com o seu cônjuge ou familiar.
KOBOLD: É um duende germano no interior das árvores sagradas. Entretanto, quando escolhem uma casa para viver, se escondem nos lugares mais escuros e não se movem dali. Ele dedica-se à proteger as dinastias duêndicas da raça humana. Adotando um Kobold encontrarás a força de vontade para alcançar as tuas metas, inteligência para aplicar em teus estudos, atrair riquezas e amores.
LUGH: É o rei dos duendes que usa um bastão como vara mágica. Ele nos ajuda no trabalho e converte nossas pobres arcas em caldeirões de abundância e prosperidade. Com Lugh nunca de faltarás dinheiro.
MAGREBIN: Esse gnomo exerce efeito de limpeza tanto no interior como no exterior. Afugenta todas as ondas de negatividade que nos rodeiam. MAGREBIN ao escutar nosso chamado, virá para nos envolver com os seus raios dos sete poderes, que nos deixará mais revigorados e entusiasmados.
MOBARACK: É o gnomo que possui um grande poder energético e ao ser chamado, virá imediatamente desferindo luz para as partes doentes de nosso corpo. É necessário, entretanto, que tenhamos em nossa mão uma pedra de cristal de quartzo.
MOICO: É o duende amigo das mulheres, auxiliando nos chamados de amor e fidelidade e em tudo que se refere ao cônjuge. Com Moico florescerá o amor, existirá fidelidade entre casais e melhoram as relações afetivas de todo o tipo.
NAOMO: É o duende que possui a missão de proteger e cuidar de pessoas e animais. É um poderoso guardião que detesta a aspereza, a mediocridade e a grosseria. Ajuda também para solucionar depressões e angústias. Com Naomo, obterás proteção para teus entes queridos e ajuda nos estudos.
OLDH: É o duende que propicia a saúde, a gravidez e aumenta a fé. Alivia o mal-estar, as dores de cabeça e problemas gástricos.
OTBAT: É o gnomo que cuida do caldeirão de ouro. É ele que nos orienta no que se refere ao tema de dinheiro e juízos. Ao chamá-lo, virá para iluminar nossa mente para não nos equivocarmos no caminho do dinheiro e da justiça.
RIMON: Duende brincalhão e alegre que pode ser visto à margem dos lagos, confeccionando vasilhas de barro. Com Rimon terás bem-estar, proteção e muita alegria.
RUSTY: É um duende que trabalha a terra incansavelmente. Passa muito tempo cuidando seu território, nos ajuda na troca de trabalho e cuida das plantas. Com Rusty não lhe faltará trabalho e terá suas plantas de jardim protegidas.
SMARK: É um duende de proteção que afasta todo o mal. Ele nos coloca em uma bolha dourada fazendo com que as más energias não nos afetem. Ele é muito especial, pois cuida e amo todos os idosos e as crianças.
RUPALO: É o duende que se invoca para problemas de dinheiro, cobranças e justiça. Com Rupalo obterás proteção para todas as questões econômicas e judiciais.
PAN: É um gnomo que se todo invocar em qualquer momento de nossas vidas que nos for exigido calma. A ansiedade e o nervosismo pode nos levar à atos impulsivos e indesejados. PAN também nos ajuda para alcançarmos o entendimento, principalmente o âmbito familiar.
PHOOKA (PUCK): É um duende irlandês que adota diversas formas de animais. Algumas vezes, aparece na figura de um cão, um cavalo, um touro ou uma cabra. Vive em ruínas ou em casas abandonadas, porém à noite pode realizar trabalhos domésticos na casa de alguma família. Phooka pode nos ajudar a redesenhar nosso lar, tornando-o mais funcional.
PYLOO: É o duende que propicia o amor, a união, a harmonia entre casais e famílias. Ele nos ajuda prontamente, enviando seus raios violetas que transmutam todo o negativo em positivo.
VERNY: É o duende que nos ajuda a nos libertarmos do baixo astral e limpa nosso lar ou casa de negócios. VIKRAN: É o duende que outorga força, entusiasmo, saúde, dinheiro e amor eterno.Ele está sempre afugentando todo o mal de nossas vidas. Na noite de Natal é sempre bom presenteá-los com uma taça de vinho, mel e avelãs.
YARK: É o duende nos presenteia com muita paciência e entendimento. Só ele nos envia a vibração necessária para lograr a calma.
ZOCOSS: É o gnomo do dinheiro, ao qual devemos pedir trabalho. Ele é um grande protetor e administrador monetário que nos orienta com a administração de nosso dinheiro.
WULL: É o duende que afasta a tristeza e depressão. Outorga também, a beleza e a sedução.
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Durante os meus estudos universitários, nomeadamente quando estudei Literatura Alemã (o Romantismo)e Culturas Clássicas - grega e romana - fiquei para sempre fascinada pelas mitologias, e o interesse em aprofundar aquelas, como outras - nomeadamente as nórdicas, mas não só - é algo sempre latente em mim e, sempre que posso, vou lendo matérias sobre esses assuntos. A religiões, bem como a sua génese, também têm sido alvo do meu interesse. Daí, a minha busca de leituras de autores credenciados sobre os assuntos em questão. Devo, contudo, desde já, esclarecer que sou agnóstica. A minha natureza - quem sabe? - não me permite crer irracionalmente (a propósito, ou não, sou do signo do Capricórnio. Algumas das características descritas para este signo até se adaptam à minha pessoa, mas nego completamente a falta de sensibilidade, pois sou capaz de me comover até às lágrimas com a simples observação de uma flor - esse ser efémero mas essencial para a germinação na vida vegetal - ou desviar-me para não pisar os bichinhos-de-conta ou as formigas que confiadamente se atravessam no percurso das minhas caminhadas matinais). Contudo, esse fascínio pelo estudo do irracional é, digamos, mais artístico e científico (logo, racional) do que outra coisa qualquer.
Li, com prazer, o post "Tradição das Fadas de Vassouras" e, a propósito, nomeadamente como adenda ao fragmento
" Somos e sempre seremos criaturas sonhadoras e portanto, tão imaginários quanto os gnomos, duendes ou os anões. Somos todos feitos de uma mesma "massa" que cresce graças ao fermento do espírito e da levedura da imaginação.
Deixe-se sonhar, pois sonhar é preciso!"
vou reproduzir, com a devida vénia, um poema de um grande poeta português do século XX, António Gedeão, pseudónimo de uma professor de Físico-Químicas de reconhecido mérito e obra científico/didáctica publicada, professor Rómulo de Carvalho:
"Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia, que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfíocie lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
António Gedeão, Poesias Completas [1956-1967], 8ª edição - 1982, Sá da Costa Editora. Lisboa
Nota: Este poema foi musicado - e apresentado publicamente num programa de televisão em directo chamado "ZIP-ZIP", em 1969 (tempo da ditadura salazarista em Portugal), por um compositor/cantor chamado Manuel Freire. Depois da Revolução dos Cravos (25 de Abri de 1974), ele tem sido cantado vezes sem conta não só pelo próprio compositor como por muitos outros cantores.
Repare-se que, para além da leitura óbvia, ele pode conter uma importante mensagem subliminar, tendo em conta a longa noite escura (48 anos!) que representou aquela ditadura.
Ainda a propósito do post que estou comentando - ainda que com palavras de outros - vou continuar, citando um outro poema que sei de cor desde a minha adolescência (já lá vão uns bons anos!). O poema é da autoria de um outro poeta (João José Cochofel)um pouco mais antigo que António Gedeão mas, como ele, da época da ditadura:
"Os anjos cantam?
Não cantam!
Canto eu, que me apetece.
Quando a voz do homem canta,
a voz do céu emudece.
Cantam as fontes?
Talvez,
porque o meu canto as impele:
Quando a voz do Homem canta,
a Terra canta com ele!"
Saudações amigas
Margarida
(margaridamarreiros@portugalmail.pt)
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